Fórmula 1
Senna admite que Williams era sua última esperança na F1
Antes de ter assinado com time inglês, piloto revelou ter considerado outras categorias
Bruno Senna durante visita à fábrica de Grove (Glenn Dunbar/LAT Photographic)
Bruno Senna admitiu que o segundo cockpit da Williams era sua última esperança de dar continuidade à sua carreira na F1.
O piloto assinou com o time inglês para disputar sua segunda temporada na categoria, se juntando a Pastor Maldonado na vaga que pertencia a Rubens Barrichello. Depois de meses de negociação, Senna assegurou sua vaga em um contrato de inicialmente um ano de duração, embora isso possa ser revisto ao longo do campeonato.
O brasileiro admitiu que considerava mudar para outras categorias, mas decidiu persistir em continuar na F1. “Era a chance derradeira. Olhávamos para outras categorias, mas o tempo não pára de andar. Se fosse para ser piloto, teria que ser em condições muito boas”, disse Senna, em entrevista por conferência à imprensa brasileira nesta terça-feira.
Para assinar com a Williams, Senna passou por testes dentro e fora das pistas, com reuniões com os engenheiros e sessões de simulador. Na pista, andou com o instrutor inglês Rob Wilson, que avaliou a capacidade do piloto.
“Tivemos bastantes testes de conhecimento técnico, tipo autoescola, além de simulador. Fizemos testes físicos, também. Tive alguns dias com Rob Wilson, instrutor respeitado na Inglaterra, para fazer análise. Tivemos muita análise dentro e fora da pista”, descreveu.
O piloto apontou o simulador como um fator importante durante sua temporada. Senna contará com o recurso pela primeira vez, já que a Lotus Renault não dispunha do artifício. De acordo com o brasileiro, isso terá importância ainda maior pelo fato de perder 15 treinos de sexta-feira, quando cederá seu cockpit ao jovem Valtteri Bottas.
“São condições que tive que aceitar. Chegamos na equipe um pouco atrasados, mas tentaremos minimizar nas reuniões com engenheiros. O simulador ajuda a chegar na pista com perspectiva diferente, mais próxima da possibilidade real do carro. Mas será uma vantagem, já que perderei as sextas-feiras. O simulador ajudará, mas o trabalho com o engenheiro ajuda mais.”
Senna reconheceu que a equipe arriscou ao colocar em seus carros pilotos com pouca experiência. “A equipe está assumindo um risco com pilotos pouco experientes, mas todos os lados da situação foram pesados. Os engenheiros acreditam que a gente [ele e Maldonado] tem a capacidade técnica para desenvolver o carro.”
Sem um piloto na posição de líder interno, Senna aposta que a posição será definida a partir do desempenho de pista. “A questão da liderança da equipe dependerá de performance e de perfil de liderança. Será um ano desafiador.”
“Sabemos que não será fácil saltar da posição que estávamos no ano passado para marcar pontos, mas o time tem experiência.”
Patrocínio
Senna admitiu que o apoio de seus patrocinadores foi fundamental em sua negociação para assegurar a vaga da Williams. O piloto conta com o apoio da OGX (de Eike Batista), da Embratel e da Gillette, que seguem ao seu lado pelo segundo ano consecutivo.
“Trabalhamos com patrocínio desde as negociações com a Lotus Renault, no ano passado. Tivemos muitas reuniões com empresas diferentes.”
“O Eike é uma peça fundamental, mas há outros patrocinadores. Estou contente com a chance que me deram. O Eike é um dos patrocinadores que estamos trazendo – ele e a OGX têm muita influência e causam muito interesse.”
