Anuário: Dixon é bi em temporada histórica
Neozelandês vence seis vezes no ano e bate Hélio Castro Neves por 17 pontos
Publicado em 23/12/2008 - 08h20
Pedro Araujo
Da Redação
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Equipe Ganassi comemora título de Dixon
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Fora isso, os fãs também viram a norte-americana Danica Patrick tornar-se a primeira mulher a vencer uma prova de uma das principais categorias de monopostos do mundo e o jovem Graham Rahal também triunfar logo em sua primeira corrida na categoria, em St. Petersburg.
Além do mais, o campeonato brindou a regularidade de Scott Dixon, que venceu seis corridas ao longo da temporada e assegurou seu bicampeonato depois de uma prova eletrizante em Chicago, onde perdeu a vitória para o brasileiro Hélio Castro Neves por apenas alguns centímetros graças ao "photo finish".
Dixon começou a temporada com tudo em Homestead, vencendo sua primeira prova desde agosto do ano anterior, com Marco Andretti e Dan Wheldon em segundo e terceiro respectivamente. O brasileiro Tony Kanaan, que havia liderado boa parte da prova, foi desclassificado a oito voltas do final. Já seu compatriota, Hélio Castro Neves, foi o quarto.
Na prova seguinte, em St. Petersburg, Graham Rahal contou com a sorte de a corrida terminar no limite de duas horas e, assim, não precisou passar nos boxes antes do final. Com isso o filho do ex-piloto Bobby Rahal não só se tornou o quarto piloto na história da Indy a vencer em sua estréia como também fez com que a Newman-Haas-Lanigan, uma das cinco oriundas da Champ Car, ganhasse pela primeira vez na categoria.
A próxima etapa seria em Motegi, que foi, a exemplo da anterior, igualmente histórica. Danica Patrick, que assumiu o segundo lugar graças à parada nos boxes de alguns pilotos no final da prova, deu um bote sobre então líder Hélio Castro Neves na penúltima volta e, enfim, uma mulher estava no lugar mais alto do pódio na categoria. "Finalmente! Esta vitória veio com muito atraso", brincou a norte-americana, que estreou na IRL em 2005.
No mesmo final de semana em que Patrick comemorou sua primeira vitória na Indy, Will Power venceu a corrida de rua de Long Beach, que marcou o fim oficial da Champ Car. Franck Montagny foi o segundo, seguido de Mário Dominguez. Enrique Bernoldi terminou como o melhor brasileiro, a 25s677 do primeiro colocado.
No Kansas, Dan Wheldon foi o vencedor, com Tony Kanaan em segundo e Scott Dixon em terceiro. A essas alturas, Hélio Castro Neves liderava o campeonato com seis pontos de vantagem sobre o neozelandês da Ganassi, embora não tivesse vencido nenhuma corrida até este momento, enquanto seu rival já contabilizava um triunfo.
Contudo, Dixon recuperaria a ponta do campeonato já na etapa seguinte, as tradicionais 500 Milhas de Indianápolis, onde o brasileiro Vitor Meira terminou em segundo, com Marco Andretti logo atrás.
Daí em diante, o neozelandês seria segundo em Milwaukee, venceria novamente no Texas e terminaria em quarto e terceiro nas etapas de Iowa e Richmond respectivamente. Agora, Dixon liderava a competição com 43 pontos de vantagem para Helinho.
O neozelandês voltaria a vencer nas etapas de Nashville, Edmonton e Kentucky, chegando a seis vitórias no campeonato. Enquanto isso, Hélio Castro Neves somava sete segundos lugares e nenhum triunfo, amargando uma distância de 78 pontos para Dixon com apenas três rodadas para o fim da competição.
Com este cenário, tudo levava a crer que Dixon conquistaria o campeonato com certa folga, já que precisava apenas terminar em sexto nas últimas três corridas, independentemente dos resultados que Helinho tivesse.
Mas, aguerrido, o brasileiro da Penske não entregaria o título de mão beijada. Em Sonoma, ele finalmente venceria sua primeira prova no ano e quebraria um jejum de um ano e quatro meses sem faturar uma etapa da Indy. E para sua alegria, Dixon, vitimado pelo tráfego, não conseguiu ter um desempenho competitivo e acabou na 12ª posição.
Já em Detroit, Castro Neves terminaria em segundo e, por ter liderado mais voltas durante a corrida, foi para casa com 43 pontos. Dixon, por sua vez, foi o quinto.
Com isso, Helinho chegou para a última e decisiva corrida, em Chicago, com 30 pontos de distância para Dixon. Assim, de preferência, o brasileiro precisava vencer e torcer para que seu rival terminasse pelo menos na nona posição.
E a final do campeonato foi emocionante logo na classificação. Castro Neves, que havia terminado a sessão em quarto, foi punido pela comissão de prova por ter queimado a linha branca do circuito "numerosas vezes" e acabou largando na última colocação para a alegria de Dixon, que iniciaria a prova em segundo, logo atrás de Ryan Briscoe.
Helinho, usando toda a potência de sua Penske, voou na pista e deixou a 28ª posição de onde largou para em menos de 20 voltas assumir um lugar entre os dez primeiros colocados. Enquanto isso, Dixon fazia o movimento inverso e caía no grid a cada volta, chegando à 13ª posição, que o ameaçava seriamente na briga pelo título.
Mas após alguns acertos nos boxes, Dixon reencontrou seu bom ritmo, reconquistando posição por posição até chegar à quarta, situação que lhe colocava de novo com o campeonato nas mãos.
No último splash-and-go nos boxes, o neozelandês assumiu a ponta com 16 voltas para o final, mas permanecia com Hélio Castro Neves colado em sua traseira. No final, os dois rivais cruzaram a linha de chegada tão próximos que foi difícil determinar quem de fato havia vencido a etapa de Chicago.
Em um primeiro momento, Dixon foi declarado como vencedor, mas a comissão de prova, ao analisar o "photo finish", chegou à conclusão de que o primeiro lugar era de Helinho por uma diferença de apenas 0s0010 para seu rival neozelandês, que, apesar de derrotado na última corrida, assegurou seu bicampeonato na Indy.
Mas mesmo com o campeonato definido, as emoções da Indy não pararam por aí.
Hélio Castro Neves acabou se envolvendo em maus lençóis ao ser acusado de fraude no sistema fiscal norte-americano e evasão de divisas. Preso, o brasileiro teve que pagar uma fiança de US$ 10 milhões para responder ao processo em liberdade, em um julgamento marcado para o dia 2 de março de 2009.
Por fim, na etapa Surfers Paradise, na Austrália, que neste ano não foi incluída no calendário, Ryan Briscoe aproveitou-se do erro do pole Will Power, que perdeu o carro na 17ª volta e teve que abandonar, para fechar o ano com a vitória.
A temporada 2009 da Indy terá 17 etapas, uma a menos do que o previsto, já que Detroit anunciou sua saída por motivos financeiros. A primeira prova do ano acontecerá no dia 5 de abril, em St. Petersburg.
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| 5.abr | St.Petersburg |
| 19.abr | Long Beach |
| 26.abr | Kansas |
| 24.mai | Indianápolis |
| 31.mai | Milwaukee |
| 6.jun | Texas |
| 21.jun | Iowa |
| 27.jun | Richmond |
| 5.jul | Watkins Glen |
| 12.jul | Toronto |
| 26.jul | Edmonton |
| 1.ago | Kentucky |
| 9.ago | Mid-Ohio |
| 23.ago | Infineon |
| 29.ago | Chicago |
| 19.set | Motegi |
| 10.out | Homestead |
PILOTOS
1º - D. Franchitti (GBR)
2º - S. Dixon (NZL)
3º - R. Briscoe (AUS)
4º - H. Castro Neves (BRA)
5º - D. Patrick (EUA)
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2º - S. Dixon (NZL)
3º - R. Briscoe (AUS)
4º - H. Castro Neves (BRA)
5º - D. Patrick (EUA)
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