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F1

Razia ainda trabalha por vaga de piloto reserva na F1 em 2013

Ao Tazio, piloto revelou conversa com pelo menos um time para a função, e explicou todos os erros de sua curta e conturbada passagem como titular da Marussia

06/03/2013
Luiz Razia (Divulgação)Luiz Razia (Divulgação)

Que Luiz Razia não conseguiu manter sua vaga conquistada na Marussia por problemas de dinheiro, não é mais segredo ou novidade para ninguém. Na última sexta-feira, após mais de uma semana aguardando o pagamento da segunda parcela do acordo de patrocínio – e apenas 23 dias depois de sua confirmação como piloto titular, o time resolveu agir sem pestanejar: se reuniu com empresários de Jules Bianchi em Barcelona e, no mesmo dia, fechou um acordo-relâmpago com o francês para colocá-lo no lugar do brasileiro.

Em meio a uma enxurrada da informações, desinformações e rumores, o Tazio fez uma entrevista exclusiva com o piloto de 23 anos e traz agora alguns detalhes não só sobre o que ocorreu, como também em relação ao que o baiano está tentando garantir para evitar que um ano que tinha tudo para ser promissor se torne, subitamente, “perdido”.

Razia foi bem claro em suas ambições: “Preciso focar naquilo que eu quero ainda, que é a F1. Eu estava lá até duas semanas atrás e esse é meu objetivo principal. Piloto titular não é possível mais, então a escala abaixo dessa todo mundo pode adivinhar qual é”, declarou, referindo-se a tentativas de ainda continuar vinculado à categoria, porém atuando como reserva. Apesar de não ter querido revelar com quem negocia, o vice-campeão da GP2 afirmou que já possui contatos com pelo menos uma equipe, que, segundo ele, “não é difícil de deduzir”. Neste momento, o posto mais visado está na Force Índia, que deixou de ter justamente Bianchi exercendo a função.

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Durante a conversa, também vieram outros relatos interessantes. Razia negou que a demora entre a divulgação de sua contratação como piloto da Marussia aqui no Brasil e a oficialização do time, na Espanha, tenha acontecido por conta de dinheiro, mas sim porque a Globo, informada previamente do acordo para já preparar materiais sobre o assunto, publicou a informação “antes da hora” desejada por ele e pela escuderia. Segundo Luiz, foi esse “vazamento” que o deixou sem ser anunciado até seu primeiro teste, incluindo na data de apresentação do MR02.

O piloto também iterou que o problema da falta de pagamento foi inteiramente uma questão “burocrática”, não um possível calote de algum investidor, e disse que um dos patrocinadores estampados em seu macacão no dia de sua apresentação, a empresa francesa de cosméticos Filabé, na verdade não o estava patrocinando. “Foi um erro da equipe”, frisou.

De toda essa história, que com certeza está permeada de muitos outros erros, Razia já tirou uma lição: “Tudo aconteceu muito rápido, muitas coisas foram feitas na correria e, quando você faz as coisas com pressa, elas acabam saindo errado”, avaliou.

Confira a entrevista na íntegra:

Agora já se passaram alguns dias desde a sua dispensa da Marussia. Logo depois, você se disse “chocado” com a situação. Neste momento, o “choque” já passou? Deu para esfriar a cabeça, refletir e pensar no que será de sua carreira em 2013?

Acho que o tempo é o melhor remédio e, quando aconteceu aquilo, até o último momento eu estava com bastante esperança de que ainda ia andar no carro. Eu estava em Barcelona quando recebi a ligação [sobre a troca por Jules Bianchi] e, minutos depois, estava na imprensa. Eu não tive nenhum tempo de avisar alguém para que esperasse esse tipo de novidade, avisar as pessoas com antecedência. Aconteceu tudo muito rápido e acho que, da parte humana, eu sempre demonstrei esse lado sentimental. Eu acho que ninguém é um robô que não tem sentimentos. Fiquei chateado, obviamente. Lutamos tanto por aquilo e ver assim, escorregar da mão como se fosse areai de praia, foi chato. Mas, como eu sei, o tempo vai acertando as coisas e já começamos a trabalhar no que é possível depois daquilo. Acho que, agora, a minha cabeça está totalmente focada para essas novas oportunidades.

E quais seriam essas oportunidades? Porque na F1, por exemplo, ainda existiria a possibilidade de você pegar uma vaga como piloto reserva, ou talvez ir para uma outra categoria na Europa, mesmo que temporariamente, já que eu vi você escrevendo pelo Twitter que não pretende ir para a Indy ou outro local tão cedo.

Eu sempre fui um piloto muito determinado naquilo que queria e, de nenhuma forma, balancei naquilo que tracei como meta, que era chegar na F1. Eu acho que nunca dei uma entrevista, para qualquer pessoa que me perguntasse, dizendo “sim [eu quero a F1], mas pode ser isso ou aquilo”. Meu objetivo é esse e é assim que eu penso. Tenho minha decisão firme e não tenho um plano B, porque isso me distrairia do plano A. Tanto é que, até o último momento, eu acreditava que poderia estar no carro em Barcelona. Pensando dessa forma, eu preciso focar naquilo que eu quero ainda, que é a F1. Eu estava lá até duas semanas atrás e esse é meu objetivo principal. Piloto titular não é possível mais, então a escala menor que isso todo o mundo pode adivinhar qual é. Se eu tiver uma proposta boa, que seja favorável ao meu futuro, vou considerar com carinho. Até agora, temos apenas conversado. Há algumas possibilidades, mas nada que seja ainda conclusivo. Essa seria a estrada natural. À parte isso, se vier alguma coisa boa, que possa acrescentar e que seja esporádica, sem tirar meu objetivo, eu vou considerar, obviamente. Mas já deixei claro no que estou focado.

Você poderia abrir com quais equipes está conversando?

Olha, não é muito difícil adivinhar, mas eu prefiro, desta vez, guardar para mim mesmo.

Razia, durante treino com a Force India em Magny-Cours: equipe tem vaga para piloto reserva (Foto: Divulgação)

Razia, durante treino com a Force India em Magny-Cours: equipe tem vaga para piloto reserva (Foto: Divulgação)

Quando a imprensa brasileira informou que você tinha sido contratado pela Marussia, houve um intervalo de uma semana até que essa informação fosse confirmada pela equipe, lá nos testes de Jerez de la Frontera. Houve rumores de que isso já poderia ser resultado do atraso da primeira parcela do acordo de patrocínio. Procede essa informação?

Não, essa informação está errada. Quando assinamos o contrato, ligamos para nossa assessoria no Brasil e pedimos que conversassem com algumas pessoas para fazer uma matéria legal, junto com a equipe na terça-feira [5 de fevereiro], quando o carro seria apresentado. Nós queríamos fazer algumas filmagens na fábrica e tudo mais, para que fosse uma apresentação legal, de uma forma mais bem concretizada, né? Tanto eu quanto a equipe queríamos apresentar tudo junto. Por uma falta de profissionalismo de alguns jornalistas, a informação acabou furando e tudo aquilo que eu tinha dito foi parar na internet no mesmo dia. Nós não pudemos controlar isso. A equipe ficou bastante desapontada com o que aconteceu, porque eles queriam anunciar conosco, e aí eles decidiram anunciar apenas quando eu fosse andar no carro, na quarta-feira. Nós insistimos para sermos apresentados junto com o lançamento do carro, na terça, mas acho que, por uma falta de profissionalismo, eles reagiram dessa maneira. Infelizmente, não pudemos fazer nada e assim aconteceu.

“Quando assinamos o contrato, ligamos para nossa assessoria no Brasil e pedimos que conversassem com algumas pessoas para fazer uma matéria legal, junto com a equipe, no dia da apresentação. Por uma falta de profissionalismo de alguns jornalistas, a informação acabou furando. A equipe ficou bastante desapontada e decidiu anunciar só quando eu fosse andar no carro.”

Como foi a negociação com a Marussia? Isso começou em 2013 ou ainda no ano passado?

Para deixar uma coisa bem clara para as pessoas: nós tínhamos uma chance grande para fechar com a Force India. Devido à falta de apoio e às condições [que eles estabeleciam], que eram muito maiores do que o que podíamos pagar, aquela opção, obviamente, foi cortada perto da chegada de fevereiro. Por esse motivo, eu não fechei com uma equipe melhor.

Aproveitando que você já citou a Force India: me parece que eles pediam € 13 milhões para fechar com você. As negociações chegaram a um estágio adiantado com eles e só esbarraram nesse ponto?

As conversas foram até final de janeiro, começo de fevereiro, que foi quando a gente fechou com a Marussia. Por esse motivo, falta de apoio e patrocínio, nós não conseguimos uma equipe melhor. É importante deixar claro, porque muita gente acha que eu escolhi a Marussia por pura opção própria. Nós decidimos a Marussia porque eu, particularmente, pensei que, entre as duas equipes, Caterham e Marussia, as condições eram melhores. Eu achei que eles, com o pacote técnico e toda a evolução que eles estavam tendo, seriam uma coisa melhor para mim naquele momento. Por essa atitude, de eles mostrarem profissionalmente que estavam indo numa direção boa, eu achei que valia a pena tentar naquela equipe, com aquilo que tínhamos. E encaixou, porque eles gostaram do nosso pacote, acreditaram que eu poderia fazer um trabalho tão bom quanto os outros pilotos que eles tinham para fechar, e tudo se acordou no final de janeiro. Daí em diante, aconteceu o que aconteceu e o resto é história.

Então também chegou a haver uma conversa com a Caterham?

Com certeza.

E há também uma história com a Lotus, que envolveria um patrocínio da Petrobras. Como foi isso?

Era uma das ideias. A própria Petrobras é quem pensava em entrar em uma equipe grande. Eles tinham uma possibilidade lá e foi uma questão que nós levantamos. Chegamos a conversar, mas não foi uma conversa muito adiantada. Agora, só para esclarecer: se nós tivéssemos grandes empresas por trás de pilotos que querem chegar na F1, é possível fazer esse tipo de coisa. Infelizmente, sem grandes apoios, fica um pouco complicado.

Você reclamou bastante dessa falta de apoio. Você chegou a bater na porta de quantas empresas no ano passado, já pensando em 2013?

Ah, eu já perdi a conta. Trabalhamos com duas empresas diferentes e, para falar a verdade, tentamos mais de 350, 400 empresas. Muita empresa, muita coisa. Não somente tentávamos a empresa, mas íamos falar com quem tomava conta, não falávamos com departamento de marketing. Conseguimos falar com as pessoas principais, tivemos inúmeras reuniões… Eu perdi a conta de quantos dias eu perdi, que poderia estar fazendo outra coisa, para estar em reuniões e tentar vender, de qualquer forma, a oportunidade. Mas, infelizmente, não chegamos a nenhum acordo. Acho que uma das coisas que eu fiz muito na minha vida foi me dedicar, realmente, a todas as partes da minha carreira, começando do zero. Nós nunca tivemos influência política grande, minha família não é de alta sociedade em São Paulo, ou em qualquer outra parte do Brasil. Nós viemos de uma cidade do interior da Bahia e tudo o que fazíamos era batendo na porta, conhecendo fulano, o fulano conhecendo mais um fulano, e a gente indo atrás. Então tudo foi com muito esforço para chegar até aqui, e talvez essa seja uma das razões pela qual não conseguimos um patrocinador [brasileiro] ainda, porque não temos nenhuma influência no meio.

“Tentamos [o patrocínio brasileiro de] mais de 350, 400 empresas. Eu perdi a conta de quantos dias eu perdi em reuniões para tentar vender, de qualquer forma, a oportunidade. Mas não chegamos a nenhum acordo.”

Ainda sobre essa questão do patrocínio, há informações de que sua vaga na Marussia teria custado € 6 milhões, e que isso seria o valor mais baixo pago por um piloto a qualquer equipe em toda a temporada. Isso confere?

É, seria difícil para mim dizer que essa é uma informação correta, porque não sei do contrato de outros pilotos, mas creio que seja um valor muito baixo para a exposição que eu teria, digamos assim. Pode ser a última equipe do grid – por um infortúnio no ano passado, na corrida do Brasil. Para este ano, acho que eles têm potencial de fazer um bom trabalho -, mas acho que era uma oportunidade boa para mim. Eu ia crescer muito como piloto, ganhar experiência e acho que ia agregar valores para, no próximo ano, entrar numa equipe melhor. Mas essa situação passou, né?

A Marussia até superou a Caterham em vários dias da pré-temporada. Você, que testou o carro por dois dias, como avalia as chances deles? Eles podem bater a Caterham e incomodar o pelotão intermediário?

O único objetivo da Marussia é bater a Caterham no campeonato, porque isso, para eles, representa um valor financeiro muito grande. Esse valor financeiro vai ajudá-los a investir no carro de 2014 e assim por diante. Nos últimos dez anos, foi assim que a Force India cresceu. Eles não tinham dinheiro infinito, mas souberam aplicar nas coisas certas e assim crescerem como equipe. É a mesma coisa que a Caterham e a Marussia têm intenção de fazer. Eu acho que, neste ano, a Marussia tem um pouco mais de condições de fazer, porque o pacote técnico deles parece ser algo muito mais proativo, que vai funcionar. A Caterham tem bons profissionais, mas precisa de uma linha de trabalho tão profissional quanto a da McLaren, e isso a Marussia, por pagar por esse serviço, já tem.

Luiz Razia teve apenas dois dias de testes com o carro da Marussia (Divulgação)

Luiz Razia teve apenas dois dias de testes com o carro da Marussia (Divulgação)

Voltando às negociações. Quando houve sua confirmação, foi inserido no seu macacão, na foto de divulgação, o nome de duas empresas: Cyber 1 Group, uma empresa de Tecnologia da Informação, e Filabé, do ramo de cosméticos. Esses eram os seus investidores? Você poderia já abrir nomes?

Na verdade, aquilo foi um erro da equipe. Nós passamos algumas empresas que talvez teriam uma possibilidade [de patrocinar], mas acabamos vendo que não era preciso, tanto que no meu macacão [real] não tinha. Eles acabaram colocando no site, ficou errado e, infelizmente, essa empresa ficou com a fama sem fazer nada. Eu até peço desculpas. Mas a Cyber1 é uma empresa brasileira que sempre me apoiou. Obviamente, não é um orçamento muito grande, mas eles me apoiam desde 2006 e, comigo, não têm descrédito nenhum, pelo contrário, têm todo o crédito. Isso eu preciso deixar claro: é uma empresa que está expandindo para a Europa e é muito profissional no que faz.

Deixa eu só confirmar para entender direito: então não existia nenhum acordo de patrocínio com a Filabé?

Exatamente, nós não tínhamos nenhum acordo com a Filabé e, por um erro da equipe, infelizmente, eles colocaram no macacão, via Photoshop, e acabou saindo. Tudo aconteceu muito rápido, muitas coisas foram feitas na correria e, quando você faz as coisas com pressa, elas acabam saindo errado. E foi isso o que aconteceu. Tanto no anúncio [pela imprensa brasileira], quanto com essa empresa, que não tinha nada a ver… Um monte de coisas.

Para concluir esse assunto, só por confirmação: então vocês chegaram pelo menos a negociar e passaram esse nome para a Marussia como potenciais investidores?

Nós estávamos negociando, em fase de tratamento bastante concreta, e a equipe precisava de empresas para mostrar onde ia colocar no macacão, no carro… A gente mostrou isso na apresentação, era uma coisa interna e, infelizmente, acabou saindo no macacão.

“Nós não tínhamos nenhum acordo com a Filabé e, por um erro da equipe, eles colocaram no macacão, via Photoshop. Eles acabaram levando a fama sem ter feito nada. Peço até desculpas”.

Em relação aos investidores que já estavam com você, ainda não é possível divulgar nomes?

Não, porque ainda estamos nos reunindo com eles para definir a nossa estratégia daqui para frente, e quanto a isso eles deixaram bem claro: eles querem manter essa privacidade, até porque é um momento ruim para falar sobre isso, então vamos esperar acalmar um pouco para tentar continuar o trabalho ou não. Precisamos ver.

Na foto de divulgação com o macacão da Marussia, os logotipos da Filabé e da Cyber 1 foram inseridos virtualmente (Divulgação/Marussia)

Na foto de divulgação com o macacão da Marussia, os logotipos da Filabé e da Cyber 1 foram inseridos virtualmente (Divulgação/Marussia)

Há informações um pouco perdidas sobre o que exatamente deu errado em todo o processo do dinheiro. Uns dizem que foram questões bancárias e outros, que um dos investidores teria desistido. O que aconteceu, de fato?

Vou ser bem simples, porque entrar em detalhas acaba confundindo as pessoas. Acho que as pessoas não precisam saber os detalhes do contrato, porque isso é uma coisa sigilosa. A única coisa que eu falo é que existiriam parcelas a ser pagas. A primeira foi paga com sucesso e a segunda começou a atrasar, por uma questão de burocracia de transferências. Por esse motivo, a equipe entrou em descrédito conosco e começou a achar que não iríamos fazer as coisas certas, pelo atraso. Nós estávamos tentando resolver, enquanto a equipe colocava pressão para que as coisas voltassem ao normal. Por esse motivo, eles começaram a procurar um outro piloto. Nós estávamos tentando resolver, mas com problema de feriados aqui [na Europa], sábado e domingo, e diferenças grandes de fuso-horário, tivemos um tempo muito curto para tentar resolver. E acabou que eles fecharam com outra pessoa, sem esperar que nós resolvêssemos a nossa situação. Infelizmente, eu tive que compreender e acabou.

Ou seja: então não houve, em nenhum momento, alguma desistência de quem estava te apoiando?

Exatamente. Foi isso.

E como você avalia a postura da Marussia? Acha que talvez eles tenham sido um pouco impacientes?

Olha, eu posso entender a postura deles. As pessoas que estão me apoiando têm grandes ações e querem investir agora para recuperar na minha carreira. Não é uma AmBev, uma Vodafone ou uma Shell, então a credibilidade é bastante vulnerável. Por isso, acho que, por uma questão de precaução, até para evitar algo que já aconteceu com outra empresa no passado, eles preferiram cortar logo, para que essa coisa não tivesse continuidade sem retorno financeiro. Agora, se eu acho isso justo ou não… Quem sou eu para dizer? Não estou na pele deles e é muito difícil julgar as pessoas, então eu tenho que aceitar. Nós tínhamos um acordo para cumprir e não cumprimos, não por falha profissional do piloto, mas pelas pessoas em quem confiamos. São algumas circunstâncias que acontecem na vida. Temos que aceitar.

“Se eu acho isso justo ou não… Quem sou eu para dizer? Não estou na pele deles e é muito difícil julgar as pessoas, então eu tenho que aceitar. Nós tínhamos um acordo para cumprir e não cumprimos.”

Sobre o que você me respondeu lá na primeira pergunta: o que representa chegar na F1 e o que representaria caso, por um motivo ou outro, você não venha a conseguir cumprir esse objetivo?

Olha, eu volto ao que te disse antes: eu tenho uma meta e vou atingi-la. Estou muito confiante de que as coisas vão melhorar e eu vou conseguir as pessoas certas ao meu lado para que eu atinja essa meta. Eu sou determinado, tenho só 23 anos e vimos aí o [Giedo] van der Garde entrar com 26, o [Adrian] Sutil voltar agora, com 27… É lógico que, quanto mais tempo passar, mais vai demorar para chegar ao topo logo, mas o próprio Jenson Button demorou nove anos para ganhar um campeonato, então a minha meta é conseguir chegar e espero que as oportunidades que vão aparecer agora sejam melhores, para este ano e 2014. Essa é minha meta. Eu não vou pensar em “se”, “se”, porque com “se” a gente não paga nada.

Nota do redator: Van der Garde está com 27 anos e Sutil, com 30.

Com a temporada do ano passado na GP2, seu nome ficou bastante em voga na F1. Você teme que esse problema com a Marussia possa atrapalhar suas negociações para o futuro?

Não. Eu acho que as equipes, de uma certa forma, vão tomar alguma medida de precaução, querer alguma garantia para que as coisas possam funcionar. Não foi muito legal o que aconteceu, então, por tabela, o piloto Razia tem essa necessidade de precaver a equipe antes de concretizar alguma coisa. Fora isso, as equipes sabem do meu profissionalismo. Eu deixo claro que faço tudo para estar no meu melhor nível físico, psicológico e mental. Continuo tentando melhorar, todos os dias, cada um desses itens, e todos me dizem: “Resolva seu problema de patrocínio, que nós queremos muito você”. Essa é a frase que eu ouço bastante, então é nisso que eu preciso me concentrar agora.

Luiz Razia (Foto: GP2)

Luiz Razia (Divulgação/GP2 Media Service)


F1 - classificação após 5 de 19 GPs

PosPiloto EquipePontos
1º. Sebastian Vettel Red Bull-Renault 89
2º. Kimi Raikkonen Lotus-Renault 85
3º. Fernando Alonso Ferrari 72
4º. Lewis Hamilton Mercedes 50
5º. Felipe Massa Ferrari 45
6º. Mark Webber Red Bull-Renault 42
7º. Romain Grosjean Lotus-Renault 26
8º. Paul di Resta Force India-Mercedes 26
9º. Nico Rosberg Mercedes 22
10º. Jenson Button McLaren-Mercedes 17
11º. Sergio Pérez McLaren-Mercedes 12
12º. Daniel Ricciardo Toro Rosso-Ferrari 7
13º. Adrian Sutil Force India-Mercedes 6
14º. Nico Hulkenberg Sauber-Ferrari 5
15º. Jean-Éric Vergne Toro Rosso-Ferrari 1
16º. Valtteri Bottas Williams-Renault 0
17º. Pastor Maldonado Williams-Renault 0
18º. Esteban Gutiérrez Sauber-Ferrari 0
19º. Jules Bianchi Marussia-Cosworth 0
20º. Charles Pic Caterham-Renault 0
21º. Giedo van der Garde Caterham-Renault 0
22º. Max Chilton Marussia-Cosworth 0
PosEquipe Pontos
1º. Red Bull-Renault 131
2º. Ferrari 117
3º. Lotus-Renault 111
4º. Mercedes 72
5º. Force India-Mercedes 32
6º. McLaren-Mercedes 29
7º. Toro Rosso-Ferrari 8
8º. Sauber-Ferrari 5
9º. Williams-Renault 0
10º. Marussia-Cosworth 0
11º. Caterham-Renault 0
DataEtapaCircuito
17/03/2013 GP da Austrália Melbourne
24/03/2013 GP da Malásia Sepang
14/04/2013 GP da China Xangai
21/04/2013 GP do Bahrein Sakhir
12/05/2013 GP da Espanha Barcelona
26/05/2013 GP de Mônaco Monte Carlo
09/06/2013 GP do Canadá Montreal
30/06/2013 GP da Grã-Bretanha Silverstone
07/07/2013 GP da Alemanha Nurburgring
28/07/2013 GP da Hungria Hungaroring
25/08/2013 GP da Bélgica Spa-Francorchamps
08/09/2013 GP da Itália Monza
22/09/2013 GP de Cingapura Marina Bay
06/10/2013 GP da Coreia do Sul Yeongam
13/10/2013 GP do Japão Suzuka
27/10/2013 GP da Índia Buddh
03/11/2013 GP de Abu Dhabi Yas Marina
17/11/2013 GP dos Estados Unidos Austin
24/11/2013 GP do Brasil Interlagos
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