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F-3 vê ganhos com novas categorias apesar da crise
"Boom" favorece o crescimento e a formação de pilotos, dizem dirigentes e pilotos
Publicado em 26/12/2008 - 08h31
Pedro Araujo
Da Redação
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Cesário recebe troféu do campeonato de construtores
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Em 2009, a FIA reativará a F-2, que será disputada com esse nome pela primeira vez desde 1984. Já o chefão da F-1, Bernie Ecclestone, prometeu lançar a GP3 em 2010, realizando as corridas nos mesmos finais de semana da categoria máxima do automobilismo, como já acontece com a GP2.
No Brasil, há boatos de que Felipe Massa poderia ser intermediário da introdução da F-Fiat e da Copa Linea em 2010, em uma parceria com a montadora italiana e a Bridgestone. O vice-campeão da F-1, contudo, nega um acerto nesse sentido.
Para dirigentes e pilotos da F-3 sul-americana, que em 2008 reestruturou-se sob a tutela de Dilson Mota e da 63MKT, a introdução de novas categorias permitirá um crescimento ainda maior do automobilismo e o fortalecimento da formação de pilotos.
"Sempre acreditei no crescimento das fórmulas como base para você atingir as categorias top do mundo inteiro", disse Augusto Cesário, dono de equipe na F-3, ao Tazio .
"Fizemos nossa equipe em 1991. Acredito que a tendência é aumentar cada vez mais, porque eu vejo que é um sonho que cai no gosto de um número de pessoas cada vez maior. Não é uma coisa que tenha fim", disse o dirigente, que minimizou o fato de que a crise econômica mundial possa enfraquecer tais categorias ou dificultar a captação de patrocínio por parte dos pilotos.
"Sempre se formaram categorias novas e elas sempre foram se acomodando e, à medida que não conseguem uma popularidade maior, elas acabam terminando. Acredito que o próprio mercado se regulariza de forma a ficar com aquelas que realmente atendem ao desenvolvimento e à necessidade de aprendizado dos pilotos."
Na mesma toada de Cesário, o vice-campeão da F-3 em 2008, Pedro Enrique, acredita que o surgimento de novas categorias eliminará as dores de cabeça de pilotos que, como ele, tiveram que dar saltos drásticos de uma categoria para outra.
"Fui um piloto que saiu do kart e foi direto para a F-3 e paguei um pouco o preço por não ter disputado um campeonato antes, pois o carro da F-3 é muito difícil", disse o piloto da Cesário Fórmula. "Tendo uma diversificação maior de categorias, ainda mais de base, os pilotos têm uma opção maior e sucessivamente terão uma alternativa de curso que pode encaixá-lo na categoria que eles preferirem."
Já Luis Alberto Trinci, proprietário da Dragão Motorsport, é menos otimista. Embora não tema conseqüências desastrosas ao automobilismo, o dirigente acredita que a crise forçará categorias como a própria F-3 sul-americana a encontrarem maneiras para cortar seus custos, da mesma forma que vem acontecendo na F-1.
"A crise pegou todo mundo, do kart à F-1. A gente vai ter que adequar todos para viver com menos dinheiro. O que a gente ganhou há um tempo atrás e pretendia ganhar daqui para frente, pode esquecer", previu "Dragão".
"É muito mais difícil. Vai ter que ser feita uma readaptação de valores desde o mecânico, que talvez não tenha uma redução de salário, mas mantenha o salário que está ganhando sem reajustes. Mas o automobilismo sempre deu um jeitinho de ficar e não vai ser dessa vez que não vamos dar esse jeitinho", finalizou.
Ouça as entrevistas completas:
Augusto Cesário: Entrevista Cesário
Dragão: Entrevista Dragão
Pedro Enrique: Entrevista Pedro Enrique
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