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Nelsinho lamenta problema com freios; ouça

Brasileiro diz que carro não tinha aderência, mas somar pontos seria possível

Publicado em 29/03/2009 - 08h21 Da Redação


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Nelsinho Piquet, após pitstop com a Renault ampliar foto

Nelsinho Piquet, após pitstop com a Renault

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Nelsinho Piquet fez um bom começo de prova: beneficiado pela confusão entre Heidfeld, Sutil, Webber e Kovalainen, pulou de 14º para nono logo na primeira volta.

Subiu para a zona de pontuação perto da metade da corrida, mas em uma tentativa de ultrapassar Nico Rosberg após o safety car, ficou na caixa de brita da primeira curva por conta de um problema nos freios.

Piquet afirma que já havia avisado a equipe a respeito do fato, mas nada foi identificado.

"No safety car já tinha reclamado de freios no rádio, mas eles não viam nada, então não tinha o que fazer. Tinha que arriscar a primeira curva e usar o freio, mas estava sem ele", disse.

Segundo o piloto, o carro não tinha aderência alguma, "parecia que eu estava andando na chuva", mas mesmo assim considerou que pontuaria caso tivesse terminado a corrida.

"Estava tudo sob controle. Acho que se tivéssemos conseguido terminar a corrida, chegaríamos nos pontos, com certeza."

O brasileiro descartou a aerodinâmica como um fator que ajude nas ultrapassagens, mas confirmou que usou o Kers tanto para disputar posição com Nico Rosberg quanto para impedir de ser ultrapassado por Sébastien Buemi.

"Um motivo que quase me levou a passar o Rosberg foi o Kers, eu consegui ficar do lado dele."

"Também defendi uma posição contra o Buemi com o sistema, então acho que deu uma ajudada. Pelos dois lados, um para não ultrapassar e outro para ultrapassar."

Nelsinho não se surpreendeu com o resultado da Brawn, mas disse que o desempenho da Red Bull preocupa a Renault, já que o time de bebidas energéticas usa o mesmo motor.

Comentários sobre a fraca performance do R29 já são uma constante para o piloto. Segundo ele, a equipe estava otimista demais sobre o carro, mas ele sabia que não conseguiria render muito.

"Eu sempre soube que ia ser difícil pra gente, o carro não tinha uma sensação muito boa nos treinos. Era rápido, mas não era nada especial se comparado com os carros mais rápidos."

"O Flávio [Biratore, chefe da equipe] vivia falando que íamos brigar junto com a Ferrari, só a Brawn está mais rápida, mas eu sabia que não ia ser assim. Foi o que aconteceu."

Para as próximas três provas, Piquet está mais otimista. Se considerava Albert Park difícil, diz que as corridas seguintes serão realizadas em circuitos de alta velocidade, preferência do piloto.

E deixa o aviso: "Desculpa, mas são pistas em que eu quero andar na frente."

Ouça a declaração do brasileiro: Piquet pós-prova


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