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Confira a análise técnica do circuito de Fuji

Acerto é vital para aproveitar a longa reta e ter boa aderência na parte lenta

Publicado em 11/10/2008 - 04h35 Luis Fernando Ramos, em Fuji


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Timo Glock, no final da reta em Fuji ampliar foto

Timo Glock, no final da reta em Fuji

O circuito de Fuji voltou ao calendário da F-1 no ano passado, depois de uma reforma que o deixou bem diferente da pista utilizada nos anos 70.

Com uma das retas mais longas do calendário, um motor potente representa uma vantagem.

Mas é preciso encontrar um compromisso no acerto, para se ter boa aderência mecânica na parte mais lenta do traçado.

AERODINÂMICA
Para otimizar a velocidade final na reta dos boxes, aumentando as chances de ultrapassar, as equipes devem buscar um acerto com baixa pressão aerodinâmica. Assim, os pilotos terão de trabalhar mais nas curvas lentas. Com pouca asa e pela própria natureza do asfalto, o carro estará escorregando muito nelas.

SUSPENSÃO
Com o asfalto novo, a altura do chassi deve ser baixa e a tendência dos engenheiros é trabalhar com uma suspensão mais macia, para garantir uma boa aderência mecânica na parte mais travada da pista. Isto só não pode comprometer a tração na saída da curva 16, a que antecede a grande reta, para que o piloto não perca a chance de ultrapassar ao final dela.

PNEUS
Os compostos escolhidos para esta prova são o macio e o médio. Sem nenhuma curva de alta velocidade e em um asfalto pouco abrasivo, o desgaste deles não deve ser excessivo. A maior preocupação é com os pneus traseiros, mais exigidos na hora de tracionar na saída das muitas curvas lentas do circuito.

FREIOS
São duas freadas mais fortes, nas curvas 1 e 10. Entre elas, há tempo de sobra para a refrigeração dos discos de freio. Além do mais, a temperatura ambiente em Fuji não costuma ser muito alta, o que garante uma corrida tranqüila para os engenheiros neste quesito.

MOTORES
Apesar de uma reta longa, na qual os pilotos ficam 17 segundos em aceleração máxima, o circuito de Fuji não é dos mais exigentes dos motores, já que o resto do traçado é bastante lento. Um bom mapeamento do motor é fundamental para dar estabilidade ao carro, já que os pilotos estarão diminuindo marchas ao mesmo tempo em que freiam e viram o volante nas curvas finais do traçado.

ESTRATÉGIA
Caso chova na corrida, o baixo consumo pode favorecer uma estratégia de uma só parada mesmo para quem larga mais à frente. Com tempo seco, a estratégia de duas paradas deve ser a escolhida pela maioria, com a primeira ocorrendo entre as voltas 15 e 19, e a segunda entre as voltas 36 e 40. A corrida terá 67 voltas.


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EQUIPES

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2º - Red Bull (AUT)
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