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Senna: "Sempre fui pressionado por ter este nome"

Brasileiro conta como viveu o dia da morte de Ayrton e revela metas para 2010

Publicado em 21/11/2009 - 15h27 Da Redação


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Em entrevista ao diário espanhol "Marca", Bruno Senna, que fará sua estreia na F-1 em 2010 pela também novata equipe Campos, mais uma vez admitiu que sempre sofreu com a pressão de ser sobrinho de Ayrton Senna.

O piloto destacou que "não é necessariamente justo" ser cobrado apenas pelo sobrenome, mas afirmou que estará ainda mais forte no próximo ano, já que ficará ainda mais exposto a tais cobranças.

"Por ser sobrinho de quem sou, sempre sofri o peso das expectativas, obrigações e pressões sobre mim", disse o brasileiro.

"Desde minha primeira corrida, sempre tive equipes de televisão por perto, pessoas opinando sobre minha forma de pilotar, quando não tinha nenhuma experiência, me comparando com Ayrton."

"Sempre foi assim. Não é necessariamente justo, mas o mundo é assim. Sei que estarei muito mais forte na F-1, porque estarei muito mais exposto às opiniões de todos. Tenho que acreditar em mim mesmo, traçar metas reais e razoáveis. Tive que aprender a fazer isso e agora estou bastante confiante por poder fazê-lo", prosseguiu.

Bruno também contou como foi o domingo do dia 1º de maio de 1994, data da morte de seu tio Ayrton Senna, na sétima volta do GP de San Marino daquele ano. O brasileiro destacou que, embora tenha sido um momento triste, a morte do tricampeão não afetou sua paixão pelo automobilismo.

"Eu estava assistindo à corrida em casa. Tinha apenas dez anos de idade e, em minha mente, Ayrton apenas iria se levantar, sair do carro e dar de ombros para o acidente. As coisas obviamente não aconteceram assim e o telefone começou a tocar, minha mãe foi de lá para cá e vimos que toda a situação era mais séria", contou.

"Foi um momento triste, porque estava perdendo alguém de minha família e minha referência na minha carreira, mas minha paixão pelo automobilismo não mudou. Se eu pudesse continuar, provavelmente teria feito isso."

Por fim, Senna falou que chegar à F-1 é a realização de um sonho e ressaltou que a meta da equipe Campos para seu ano de estreia é ser a melhor das escuderias novatas no grid_ além do time espanhol, Virgin-Manor, USF1, Lotus e possivelmente Sauber-Qadbak também estrearão na categoria em 2010.

"Este é o começo de um sonho transformado em realidade e acredito que será muito duro, tive que me esforçar muito para que isso acontecesse. Se eu puder, seria fantástico vencer corridas, mas a primeira meta que devemos ter é sermos a melhor equipe das estreantes em cada corrida. Também queremos somar pontos e acredito que seja possível."


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