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Mosley afirma que vai concorrer à reeleição da FIA

"São os membros da FIA, e somente eles, que vão decidir sobre esta liderança"

Publicado em 23/06/2009 - 11h01 Da Redação


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Max Mosley, presidente da FIA

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Apesar da reportagem recente do jornal "Times", que cogita a saída de Max Mosley da FIA, caso os oito times rebeldes da Fota permaneçam na F-1, o dirigente tratou de reiterar o desejo de reeleição.

O inglês de 68 anos, que passou os últimos 18 à frente da entidade reguladora do esporte, afirmou em uma carta que não será forçado a se retirar pelo desejo das equipes.

A mensagem foi enviada a todos aos grupos filiados à FIA, e, nela, Mosley insiste que a decisão sobre sua permanência depende somente dos membros da entidade, não das equipes.

"Nas últimas semanas, ficou incrivelmente claro que um dos objetivos das equipes dissidentes é me fazer renunciar do cargo de presidente da FIA. No ano passado, vocês me ofereceram o apoio e confiança, e, assim como escrevi no dia 16 de maio de 2008, era minha intenção não buscar a reeleição em outubro deste ano", escreveu Max.

"Contudo, por causa dos ataques no mandato que vocês me confiaram, preciso agora refletir na minha decisão original de não disputar a reeleição, que era a correta", continuou.

"São os membros da FIA, e somente eles, que vão decidir sobre esta liderança eleita democraticamente; não a indústria automotiva e, muito menos, os indivíduos destas empresas que gerenciam suas equipes de F-1."

"Este é um ataque ao direito da FIA de regular seu Campeonato Mundial de F-1, mas, pior, são críticas injustificáveis e um desafio direto a toda a estrutura e proposta da FIA", atacou Mosley.

"Nenhum presidente da FIA pode permitir que isso aconteça sem dar uma resposta... Estamos preparando procedimentos legais, caso seja necessária a proteção dos direitos da FIA em seu campeonato, além de desencorajar qualquer equipe dissidente que queira se engajar em atos ilegais."

"O catalizador da disputa atual foram as tentativas da FIA de reduzir os custos na F-1. Uma redução é essencial, se as equipes independentes querem sobreviver. Sem as equipes independentes, o campeonato dependerá apenas das montadoras, que vêm e vão conforme suas vontades."

"É extraordinário que, em um momento onde as cinco montadoras envolvidas estão em grandes dificuldades financeiras, haja a tentativa da criação de um campeonato alternativo", encerrou Mosley.


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