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Prefeitura do Rio de Janeiro assume construção do autódromo de Deodoro

Governo estadual abandona obras em terreno ainda ameaçado por artefatos explosivos; licitações e editais foram mantidas

24/07/2013
Vista aérea do terreno cedido para a construção do autódromo de Deodoro (Divulgação)Vista aérea do terreno cedido para a construção do autódromo de Deodoro (Divulgação)

Após solicitação do governo estadual, a Prefeitura do Rio de Janeiro vai assumir a construção do autódromo de Deodoro, região oeste da capital fluminense.

Originalmente, as obras no circuito, previsto para substituir o extinto Jacarepaguá, seriam custeadas pelo Governo Federal. Depois, a União repassou o projeto para o governo estadual, em convênio firmado em maio do ano passado. Agora, a obra caiu nas mãos da Prefeitura.

“O Cabral [Sérgio Filho, governador] me falou que gerencialmente seria melhor para os Jogos. E concordei porque a Prefeitura está toda voltada para a organização deste grande evento”, disse o prefeito Eduardo Paes, em entrevista à publicação carioca “Lance!”.

“Não posso lhe prometer, neste momento, alguma data ou prazo [para o início das obras no circuito]. Mas tenho consciência do que foi prometido à comunidade automobilística, até porque atuei diretamente nas negociações para o autódromo ir para Deodoro.”

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Além do autódromo, a Prefeitura do Rio também vai se responsabilizar pela construção do Parque Esportivo de Deodoro, que será utilizado para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Entre as obras no complexo, estão a construção da Arena Olímpica de Deodoro e do Centro de BMX e as reformas do Centro Nacional de Tiro e do Centro Nacional de Pentatlo Moderno.

Segundo o jornal “Lance!”, as licitações e os editais para as obras no autódromo e no complexo esportivo serão mantidas. Os técnicos do governo analisam como se dará a transição de tarefas.

A construção da pista em Deodoro vem sendo marcada por controvérsias. Em novembro, varredura encomendada pelo Exército brasileiro confirmou a presença de diversos explosivos não detonados no terreno, o que pode atrapalhar o início das obras – previstas originalmente para o segundo semestre deste ano.

Depois, ainda no início deste ano, o Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente), órgão vinculado ao Ministério Público (MP) do Rio, denunciou a incidência de resíduos tóxicos no solo do terreno. Substâncias como nitroaromáticos, segundo promotores do MP, podem ser nocivas até para os militares que realizam a descontaminação do espaço.

Desde 2008, o governo municipal promete uma nova pista no Rio de Janeiro. Recentemente, Eduardo Paes admitiu que a Prefeitura não cumpriu acordo firmado com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que assegurava a demolição definitiva do antigo circuito, Jacarepaguá, somente quando o novo autódromo estivesse pronto.


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