No Trilho da F1
O que há de errado com a GP3?
Largada da GP3 em Spa(Luca Bassani/Tazio)
Na última semana, duas grandes notícias foram divulgadas pela organização da GP3, suficientes para estimular uma fila de pretendentes batendo a porta, querendo correr. A primeira delas é que a categoria vai correr nas ruas de Mônaco neste ano, coisa que até então não acontecia. A segunda é ainda melhor! A Pirelli, fornecedora de pneus, vai premiar o campeão de 2012 com 200 mil euros, caso ele se transfira para a GP2 em 2013.
No entanto, o que parecem ser ações para agregar valor à categoria, na verdade está mais para medidas emergenciais para buscarem pretendentes. Muitas equipes ainda não fecharam suas vagas e apenas seis pilotos estão inscritos para temporada 2012. Qual é então o problema da GP3?
Inicialmente criada para rivalizar com as F3 pelo mundo, a GP3 sempre teve um grid bem cheio. Os dois campeões da categoria, o mexicano Esteban Gutiérrez e o finlandês Valtteri Bottas, são super bem conceituados no mundo do automobilismo e ambos são hoje pilotos de testes de equipes de F1 (Sauber e Williams, respectivamente). Quando se olha para os custos para disputar as duas categorias, os preços acabam sendo muito similares (números tirados de um estudo feito pela F2 sobre os custos de diversas categorias em 2011).
Enquanto as F3 ficam restritas, na maioria das vezes, apenas a um país e vez ou outra visitam outros circuitos, a GP3 segue a F1 pela Europa, tendo a vantagem de já prepará-los nos circuitos usados pela categoria máxima. A experiência com os pneus Pirelli também é fundamental, já que é ela a fornecedora oficial para os carros da F1. Olhando assim é até difícil entender porque há dificuldade de atrair os jovens pilotos.
Primeiro é preciso citar a grave crise econômica a qual passa a Europa, que levou, por exemplo, a Peugeot se retirar das competições neste ano. A F3 seria igualmente afetada, pois também depende de investimentos financeiros. O problema é que a GP3 “tem pouco treino e pouca corrida. É uma categoria limitada”, como definiu o piloto Lucas Foresti, que já andou por lá.
Enquanto a F3 inglesa, a rival mais desejada, terá 29 etapas em 2012, a GP3 terá apenas 16, quase a metade. Como o piloto gastará praticamente a mesma coisa para correr em uma ou outra, ele acaba decidindo por aquela que realmente lhe dará oportunidade de trabalhar e desenvolver suas habilidades. O que deveria ser visto como uma vantagem, que é correr junto com a F1, acaba se transformando num fardo, já que a categoria tem agora só oito etapas na Europa e ainda por cima, acaba limitando bastante o tempo de atividades em pista para as preliminares.
Organização da GP3, deixa os meninos trabalharem!

O problema da categoria, e' que certa forma os carros nao apresentam as mesmas carecteristicas de ''tocada'' como a F3, WS, GP2 etc. Prova disso, e' os impressionantes resultados de pilotos com pouca experiencia e alguns pilotos com muita experiencia que se perderam na categoria. Resumindo, otima estrutura no campeonato e projecoes, mas com um carro muito especifico de pilotagem e dificil de se adaptar.
Tem muita categoria concorrente, talvez tenha sido um tiro no pé criar a GP3. Existem F3 Inglesa, F3 Europeia, Formula Renault, GP2 e ainda tem a F2 da FIA. Essa vai para a quarta temporada e ninguém chegou a F1 ainda por lá...
e sao categorias,criada para revelar pilotos sem muita,experincia em monopostos,mais com custos baixos,mas falta ainda credibilidade e material humano que chame atençao,das equipes de formula1.mas com o tempo devem surgir talentos, e como disse meu colega ai do lado,tem categorias com mais prestigio.